Ela é a primeira brasileira a ser reconhecida pelo prêmio, que será entregue in memoriam em maio, durante a Biennale di Venezia

Lina Bo Bardi La Biennale di Venezia
La Biennale di Venezia

O MASP, a Casa de Vidro, o Teatro Oficina, e o SESC Pompéia – já eleito um dos dez melhores prédios de concreto do mundo – são algumas das maiores obras de Lina Bo Bardi (1914-1992), um dos maiores nomes da arquitetura brasileira. A arquiteta, designer, cenografista, artista e crítica nasceu em Roma e veio, em 1947, para o Brasil, onde se naturalizou. 

Neste ano, no Dia Internacional da Mulher (8/3), e em uma data próxima ao seu aniversário de morte, Lina foi anunciada como a vencedora do Leão de Ouro Especial, pelo conjunto de sua obra, a ser entregue in memoriam (postumamente) na La Biennale di Venezia.

Dia Internacional das Mulheres 8M Lina Bo Bardi
Casa de Vidro. Divulgação/Instituto Lina Bo Bardi

A Mostra Internacional de Arquitetura começa em 22/5 na cidade italiana de Veneza, e a brasileira será homenageada na cerimônia de inauguração. A premiação foi recomendada pelo curador da edição de 2021 do evento, Hashim Sarkis, e aprovada pelo conselho de diretores da Biennale.

“Sua carreira como designer, editora, curadora e ativista nos lembra o papel do arquiteto como organizador e, mais importante, como construtor de visões coletivas. Lina Bo Bardi também exemplifica a perseverança do arquiteto em tempos difíceis, sejam guerras, conflitos políticos, ou imigração”, disse Hashim.

MASP. Divulgação

“Acima de tudo, são os seus edifícios poderosos que se destacam pelo design e pela forma como unem a arquitetura, a natureza, a vivência e a comunidade. Nas suas mãos, a arquitetura torna-se verdadeiramente uma arte social convocadora”, completou.

Já o Instituto Bardi, em São Paulo, comentou: “Esperamos que a edição de 2021 de La Biennale – em vez de aumentar sua popularidade como um ícone arquitetônico – ajude a contextualizar ainda melhor e comunicar a profundidade da visão crítica de mundo de Lina Bo Bardi: sempre cuidando dos menos representados culturalmente, sempre consciente da importância da diversidade na arte e na arquitetura, e comprometida com uma abordagem multidisciplinar da arquitetura, reunindo pessoas de todas as esferas da vida“.

 

 

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